“Felicidade é uma árvore de dourados pomos. Existe sim, mas nós não a encontramos, pois nunca estamos onde nós a pomos e nunca a pomos onde nós estamos...”
Uns fogem de casa para serem felizes, outros voltam para casa atrás da felicidade. Uns se casam achando que esse é o caminho, outros se separam buscando uma saída. Em minhas conversas por aí, tenho tido a nítida impressão de que muitas pessoas estão desesperadas e com medo. Desesperadas por não conseguirem ‘encontrar’ a felicidade e com medo de nunca atingir tal estado. Esta busca se torna exaustiva e infinita, pois, acredito que ninguém é feliz em sua plenitude. Por que as pessoas insistem em ser felizes e não em estar felizes? Por que ficam presas, fixas à idéia de que um dia encontrarão a ‘chave’ da tal felicidade? Como se a nossa vida fosse uma porta que pudesse ser aberta com uma simples chave. Para mim não existe um estado de felicidade, nunca houve. Eu acredito em momentos felizes. E é por isso que procuro vivê-los intensamente, pois sei que cada momento é único e não se repetirá jamais.
As pessoas preocupam-se tanto com o SER feliz que não percebem o ESTAR feliz e colocam sempre no outro a responsabilidade disso acontecer. “Por favor, me faça feliz...” Buscar a felicidade no exterior não é o caminho. Não pode ser! Precisamos nos doar mais e cobrar menos. Posso não ter tudo aquilo que quero, mas eu preciso querer tudo aquilo que tenho. E a escolha é minha, de mais ninguém. Se eu não me permitir estar feliz em alguns momentos da minha vida nunca poderei saber o que é felicidade. E se nem eu sei atrás do que estou correndo, de que vale a busca disso então? Afinal de contas, quando não sabemos o que procuramos, qualquer coisa que encontrarmos serve...
“...a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...” (Mário Quintana)
por Flávia Carvalho
quarta-feira, setembro 13, 2006
sábado, setembro 09, 2006
O GÊNIO BURRO
“Antoine constatara que, muitas vezes, inteligência é a palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que frequentemente é mais vantajoso ser uma besta do que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e admiração dos que acreditam no que lêem."
Até que ponto devemos nos esforçar tanto, num mundo em que as pessoas mais burras acabam se dando melhor? Este é o ponto principal de discussão do livro “Como me tornei estúpido”, de Martin Page. Antoine, personagem principal, é um rapaz muito inteligente que entende de diversos assuntos, porém seu conhecimento e sua consciência crítica transformaram-se em estorvos para viver no mundo atual. Então, ele decide investir na burrice como forma de sobrevivência e acaba se convencendo de que só a estupidez lhe permitirá ser plenamente aceito pela sociedade.
Em uma sociedade onde a burrice é exaltada e a inteligência menosprezada, essa pode até ser a melhor saída para alguns. Triste, não? Saber que existem milhares de ‘Antoines’ por aí desistindo de seus sonhos, de seus ideais, de suas vontades, de seus anseios. Desistindo da vida! E eu me pergunto: O que está acontecendo com as pessoas hoje em dia? Ouço tanta gente reclamando de que estão sozinhas, de que não conseguem encontrar um companheiro com quem possam conversar sobre tudo. É muito comum, homens e mulheres, dizerem que desejam ter alguém inteligente ao lado, que seja independente, companheiro, perspicaz, talentoso. Falar é simples, né? Difícil mesmo é colocar isso em prática. Pois grande parte dos que falam são os primeiros que desistem ou nem tentam se relacionar com alguém assim. E por quê? Por covardia? Por insegurança? Ou será por pura burrice mesmo? Ao que me parece, há um medo generalizado do conhecimento e do auto-conhecimento também. Falta coragem de conhecer e de conhecer-se, de crescer, de amadurecer, de pensar, de refletir. Falta coragem de tentar e até de querer! Enfim, falta coragem de viver...
“A estupidez das pessoas não deriva da sua falta de inteligência, mas da sua falta de coragem” (Michael Kerr)
por Flávia Carvalho
Até que ponto devemos nos esforçar tanto, num mundo em que as pessoas mais burras acabam se dando melhor? Este é o ponto principal de discussão do livro “Como me tornei estúpido”, de Martin Page. Antoine, personagem principal, é um rapaz muito inteligente que entende de diversos assuntos, porém seu conhecimento e sua consciência crítica transformaram-se em estorvos para viver no mundo atual. Então, ele decide investir na burrice como forma de sobrevivência e acaba se convencendo de que só a estupidez lhe permitirá ser plenamente aceito pela sociedade.
Em uma sociedade onde a burrice é exaltada e a inteligência menosprezada, essa pode até ser a melhor saída para alguns. Triste, não? Saber que existem milhares de ‘Antoines’ por aí desistindo de seus sonhos, de seus ideais, de suas vontades, de seus anseios. Desistindo da vida! E eu me pergunto: O que está acontecendo com as pessoas hoje em dia? Ouço tanta gente reclamando de que estão sozinhas, de que não conseguem encontrar um companheiro com quem possam conversar sobre tudo. É muito comum, homens e mulheres, dizerem que desejam ter alguém inteligente ao lado, que seja independente, companheiro, perspicaz, talentoso. Falar é simples, né? Difícil mesmo é colocar isso em prática. Pois grande parte dos que falam são os primeiros que desistem ou nem tentam se relacionar com alguém assim. E por quê? Por covardia? Por insegurança? Ou será por pura burrice mesmo? Ao que me parece, há um medo generalizado do conhecimento e do auto-conhecimento também. Falta coragem de conhecer e de conhecer-se, de crescer, de amadurecer, de pensar, de refletir. Falta coragem de tentar e até de querer! Enfim, falta coragem de viver...
“A estupidez das pessoas não deriva da sua falta de inteligência, mas da sua falta de coragem” (Michael Kerr)
por Flávia Carvalho
quarta-feira, setembro 06, 2006
ENCONTROS, DESENCONTROS E REENCONTROS
“...O encontro humano é tão raro que, quando surge, vem carregando todas as experiências de desencontros que a pessoa já teve...”
Existem encontros na nossa vida que dispensam tudo. São aqueles que se dão de alma para alma. Uma espécie de diálogo sem palavras, debate sem perguntas, de amor sem romance, enfim, de explicação sem razão. É assim que acontece diante de algumas pessoas. Aquelas com quem conseguimos conversar até no silêncio. É maravilhoso poder encontrar alguém que nos faça sentir isso. Como é bom reconhecer-se no outro. Encontros verdadeiros são raros e por isso são mágicos. E não importa o tempo, a distância, os acontecimentos, porque a intimidade entre ambos sempre permanece. E ela independe de contato físico. Vai além: É olhar, é sentir, é captar. É a intimidade que, depois de tantos desencontros, permite o reencontrar. O sentimento quando é verdadeiro nunca acaba, nunca diminui, nunca some, apenas se transforma....
"...intimidade é você se sentir tão à vontade com a pessoa como se estivesse sozinho. É compartilhar com alguém um estado de inconsciência..." (Martha Medeiros)
por Flávia Carvalho
Existem encontros na nossa vida que dispensam tudo. São aqueles que se dão de alma para alma. Uma espécie de diálogo sem palavras, debate sem perguntas, de amor sem romance, enfim, de explicação sem razão. É assim que acontece diante de algumas pessoas. Aquelas com quem conseguimos conversar até no silêncio. É maravilhoso poder encontrar alguém que nos faça sentir isso. Como é bom reconhecer-se no outro. Encontros verdadeiros são raros e por isso são mágicos. E não importa o tempo, a distância, os acontecimentos, porque a intimidade entre ambos sempre permanece. E ela independe de contato físico. Vai além: É olhar, é sentir, é captar. É a intimidade que, depois de tantos desencontros, permite o reencontrar. O sentimento quando é verdadeiro nunca acaba, nunca diminui, nunca some, apenas se transforma....
"...intimidade é você se sentir tão à vontade com a pessoa como se estivesse sozinho. É compartilhar com alguém um estado de inconsciência..." (Martha Medeiros)
por Flávia Carvalho
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