Na maioria dos filmes românticos, novelas, ou até mesmo nas conversas por aí, as pessoas nos fazem, ou pelo menos tentam fazer, acreditar que o amor de verdade, só acontece uma vez na vida. E geralmente acontece quando somos bem novos, bem antes dos 30 anos. Confesso que eu mesma cheguei a acreditar nessa “falácia”, de tanto que as algumas pessoas insistem em afirmá-la. Mas por quê? Por que temos simplesmente que aceitar a idéia de que só se ama uma vez na vida? Quer dizer então que se já tivemos um grande amor no passado, mas esse amor não deu certo, então acabou a nossa chance de amar?
É triste! E o mais triste é saber de que muitas pessoas se prendem a essa idéia e acabam desistindo de amar e serem amadas. Acabam desistindo de viver esse sentimento delicioso que é o amor. Um sentimento não precisa e nem deve ser igual ao outro. E se a pessoa se foi, seja de qual maneira tenha ido, ela não pode levar consigo a nossa capacidade de sentir. SENTIR é algo realmente pessoal e intransferível. Permita-se viver um amor novamente. Às vezes ele está aí, bem atrás da porta do seu coração, só esperando uma chance de você abri-la e deixá-lo entrar. Não perca tempo e nem acredite em todas as histórias que lhe contam.
Eu abri a minha porta e eis que surgiu um amor insuspeitado que me deixou sem chão; um amor ‘célere’ que acalmou e trouxe paz; um amor que me faz rir da vida e sorrir com ela; um amor que me dá forças para ir em frente e acreditar nos meus sonhos; um amor que me permite fazer de um simples ‘miojo’, um almoço delicioso e especial; um amor que me permite sonhar e acreditar numa vida juntos; um amor que com os olhos me entende, com a boca me chama e com o corpo me aquece...
por Flávia Carvalho
“...Depois de um tempo você começa a aprender que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Você aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”
Quarta-feira, Agosto 06, 2008
Sábado, Fevereiro 23, 2008
FORMIGA OU CIGARRA: ESCOLHA SUA VIDA!
“...tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de estar calado e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz ...” (AGOSTINHO DE HIPONA)
Aparentemente não há nada de intrigante e descomunal nas palavras desse sábio filósofo, até o momento em que se pergunte: Mas o que é o TEMPO afinal? Realmente definir tempo é muito subjetivo. Cada vez mais concluo que ele é algo pessoal e intransferível. De acordo com a idade ou momento de vida, sentimos sua passagem de forma diferente. Quando se é criança, parece que o tempo demora tanto a passar, pois esperamos uma eternidade por aquela tão sonhada festa de aniversário... Já na adolescência ele parece passar no momento certo, tudo é simples e os sonhos é que talvez sejam complexos. Mas, quando adultos, a impressão que dá é de que realmente o tempo voa. E voa tão rápido que nem dá tempo sequer de pensar em tempo! Quando eu tinha 18 anos achava que as pessoas de 30 eram velhas. Imagine só. Pensava que eu era madura e experiente só porque morava sozinha e tinha um trabalho que me dava um dinheirinho e uma certa independência. Ledo engano. Hoje eu vejo que quanto mais o tempo passa, mais eu tenho a amadurecer.
Mas e pra você, o que é o tempo afinal? Pra mim, tempo não pode ser medido em segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos. Pergunte a alguém que está na prisão cumprindo uma pena de 30 anos, ou para uma pessoa que está na fila esperando por um transplante para continuar vivo. Tenho certeza de que serão definições totalmente diferentes. Para mim, ‘tempo’ são aqueles momentos da vida que me fazem sentir realmente VIVA e FELIZ! Não tenho muitas certezas nesta vida... Mas, a cada dia que passa, chego à conclusão de que momentos assim são raros e por isso devem ser bem aproveitados. É preciso vivê-los intensamente. É preciso celebrar as coisas mais simples e tentar fazer de nossa vida um acontecimento magnífico.
Acredito que todos devam conhecer a fábula da cigarra e da formiguinha. Então, permito-me aqui, neste espaço, uma crítica ousada ao nobre poeta francês, La Fountain, pois acho que é melhor viver UM dia como ‘cigarra’ do que 100 anos como ‘formiga’!
“O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei." (SANTO AGOSTINHO)
Aparentemente não há nada de intrigante e descomunal nas palavras desse sábio filósofo, até o momento em que se pergunte: Mas o que é o TEMPO afinal? Realmente definir tempo é muito subjetivo. Cada vez mais concluo que ele é algo pessoal e intransferível. De acordo com a idade ou momento de vida, sentimos sua passagem de forma diferente. Quando se é criança, parece que o tempo demora tanto a passar, pois esperamos uma eternidade por aquela tão sonhada festa de aniversário... Já na adolescência ele parece passar no momento certo, tudo é simples e os sonhos é que talvez sejam complexos. Mas, quando adultos, a impressão que dá é de que realmente o tempo voa. E voa tão rápido que nem dá tempo sequer de pensar em tempo! Quando eu tinha 18 anos achava que as pessoas de 30 eram velhas. Imagine só. Pensava que eu era madura e experiente só porque morava sozinha e tinha um trabalho que me dava um dinheirinho e uma certa independência. Ledo engano. Hoje eu vejo que quanto mais o tempo passa, mais eu tenho a amadurecer.
Mas e pra você, o que é o tempo afinal? Pra mim, tempo não pode ser medido em segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos. Pergunte a alguém que está na prisão cumprindo uma pena de 30 anos, ou para uma pessoa que está na fila esperando por um transplante para continuar vivo. Tenho certeza de que serão definições totalmente diferentes. Para mim, ‘tempo’ são aqueles momentos da vida que me fazem sentir realmente VIVA e FELIZ! Não tenho muitas certezas nesta vida... Mas, a cada dia que passa, chego à conclusão de que momentos assim são raros e por isso devem ser bem aproveitados. É preciso vivê-los intensamente. É preciso celebrar as coisas mais simples e tentar fazer de nossa vida um acontecimento magnífico.
Acredito que todos devam conhecer a fábula da cigarra e da formiguinha. Então, permito-me aqui, neste espaço, uma crítica ousada ao nobre poeta francês, La Fountain, pois acho que é melhor viver UM dia como ‘cigarra’ do que 100 anos como ‘formiga’!
“O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei." (SANTO AGOSTINHO)
por Flávia Carvalho
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
FUNDAMENTAL É A BELEZA DA VIDA!
Afinal, o que é ser belo? Eu não quero parecer hipócrita, mas prefiro pensar que a beleza é um estado de espírito. Você já reparou como aquelas pessoas que estão felizes são sempre mais belas? A beleza não pode vir daquilo que é esteticamente perfeito, até porque não existe nada esteticamente perfeito. O que hoje pode ser belo, amanhã pode ser o feio e vice versa como já aconteceu. Há muitos séculos, a beleza estética estava nas curvas, nos corpos redondos e as musas inspiradoras de muitos artistas eram bem rechonchudas. Hoje em dia cultua-se um padrão de beleza fora da realidade. As mulheres são extremamente magras que mais parecem manequins de lojas que, de tão frágeis, a qualquer momento podem se quebrar.
Pois é, ser belo é realmente difícil e às vezes dói. Dói porque a sociedade cobra e impõe padrões de beleza que nossos organismos nem sempre vão conseguir alcançar. Estão constantemente nos comparando com as ‘Giseles’, as ‘Luanas’, os ‘Rodrigos’ e os ‘Gianecchinis’ da vida. E nessa frustração constante as pessoas vão se tornando cada vez mais escravas de padrões.
Para mim a beleza está nas grandes e nas pequenas coisas: nos livros, nas boas conversas, nos abraços, nos beijos sinceros, nas palavras carinhosas de pessoas que amamos, nas amizades verdadeiras. Muitas vezes a beleza pode estar num simples gesto. Hoje presenciei uma cena que me fez refletir sobre isso. Estava saindo de casa e no jardim do meu bloco havia um casal de velhinhos. A senhora estava em uma cadeira de rodas e o senhor, que devia ser o seu marido, estava empurrando-a com grande dificuldade, já que nem ele conseguia andar direito. Em certo momento, os dois pararam e ele retirou um potinho e começou a alimentá-la com todo carinho. Ela parecia distante e mal conseguia se mexer. Mas ele com toda paciência olhava atentamente para ela. E aquele olhar me tocou. Talvez o mais belo olhar que eu já tenha visto de tão sincero e verdadeiro. São nesses momentos solitários de descoberta que podemos reconhecer o quanto a estética se torna pequena quando comparada aos belos sentimentos da vida...
“...Porque beleza é fundamental, mas auto–estima é imprescindível. Porque auto-estima é levantar ao amanhecer e lembrar que você está vivo para mais um dia e agradecer ao Ser Supremo por sua vida. É olhar-se no espelho e se achar linda e gostosa, mesmo com uns centímetros a mais na cintura, cabelos faltando ou muitos já brancos. Ter auto-estima é ter autoconfiança, é ser feliz, ter auto-respeito, ser segura, ser humilde, franca e transparente. É gostar do mundo. E de si...”
Pois é, ser belo é realmente difícil e às vezes dói. Dói porque a sociedade cobra e impõe padrões de beleza que nossos organismos nem sempre vão conseguir alcançar. Estão constantemente nos comparando com as ‘Giseles’, as ‘Luanas’, os ‘Rodrigos’ e os ‘Gianecchinis’ da vida. E nessa frustração constante as pessoas vão se tornando cada vez mais escravas de padrões.
Para mim a beleza está nas grandes e nas pequenas coisas: nos livros, nas boas conversas, nos abraços, nos beijos sinceros, nas palavras carinhosas de pessoas que amamos, nas amizades verdadeiras. Muitas vezes a beleza pode estar num simples gesto. Hoje presenciei uma cena que me fez refletir sobre isso. Estava saindo de casa e no jardim do meu bloco havia um casal de velhinhos. A senhora estava em uma cadeira de rodas e o senhor, que devia ser o seu marido, estava empurrando-a com grande dificuldade, já que nem ele conseguia andar direito. Em certo momento, os dois pararam e ele retirou um potinho e começou a alimentá-la com todo carinho. Ela parecia distante e mal conseguia se mexer. Mas ele com toda paciência olhava atentamente para ela. E aquele olhar me tocou. Talvez o mais belo olhar que eu já tenha visto de tão sincero e verdadeiro. São nesses momentos solitários de descoberta que podemos reconhecer o quanto a estética se torna pequena quando comparada aos belos sentimentos da vida...
“...Porque beleza é fundamental, mas auto–estima é imprescindível. Porque auto-estima é levantar ao amanhecer e lembrar que você está vivo para mais um dia e agradecer ao Ser Supremo por sua vida. É olhar-se no espelho e se achar linda e gostosa, mesmo com uns centímetros a mais na cintura, cabelos faltando ou muitos já brancos. Ter auto-estima é ter autoconfiança, é ser feliz, ter auto-respeito, ser segura, ser humilde, franca e transparente. É gostar do mundo. E de si...”
por Flávia Carvalho
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