quinta-feira, janeiro 17, 2008

FUNDAMENTAL É A BELEZA DA VIDA!

Afinal, o que é ser belo? Eu não quero parecer hipócrita, mas prefiro pensar que a beleza é um estado de espírito. Você já reparou como aquelas pessoas que estão felizes são sempre mais belas? A beleza não pode vir daquilo que é esteticamente perfeito, até porque não existe nada esteticamente perfeito. O que hoje pode ser belo, amanhã pode ser o feio e vice versa como já aconteceu. Há muitos séculos, a beleza estética estava nas curvas, nos corpos redondos e as musas inspiradoras de muitos artistas eram bem rechonchudas. Hoje em dia cultua-se um padrão de beleza fora da realidade. As mulheres são extremamente magras que mais parecem manequins de lojas que, de tão frágeis, a qualquer momento podem se quebrar.

Pois é, ser belo é realmente difícil e às vezes dói. Dói porque a sociedade cobra e impõe padrões de beleza que nossos organismos nem sempre vão conseguir alcançar. Estão constantemente nos comparando com as ‘Giseles’, as ‘Luanas’, os ‘Rodrigos’ e os ‘Gianecchinis’ da vida. E nessa frustração constante as pessoas vão se tornando cada vez mais escravas de padrões.
Para mim a beleza está nas grandes e nas pequenas coisas: nos livros, nas boas conversas, nos abraços, nos beijos sinceros, nas palavras carinhosas de pessoas que amamos, nas amizades verdadeiras. Muitas vezes a beleza pode estar num simples gesto. Hoje presenciei uma cena que me fez refletir sobre isso. Estava saindo de casa e no jardim do meu bloco havia um casal de velhinhos. A senhora estava em uma cadeira de rodas e o senhor, que devia ser o seu marido, estava empurrando-a com grande dificuldade, já que nem ele conseguia andar direito. Em certo momento, os dois pararam e ele retirou um potinho e começou a alimentá-la com todo carinho. Ela parecia distante e mal conseguia se mexer. Mas ele com toda paciência olhava atentamente para ela. E aquele olhar me tocou. Talvez o mais belo olhar que eu já tenha visto de tão sincero e verdadeiro. São nesses momentos solitários de descoberta que podemos reconhecer o quanto a estética se torna pequena quando comparada aos belos sentimentos da vida...

“...Porque beleza é fundamental, mas auto–estima é imprescindível. Porque auto-estima é levantar ao amanhecer e lembrar que você está vivo para mais um dia e agradecer ao Ser Supremo por sua vida. É olhar-se no espelho e se achar linda e gostosa, mesmo com uns centímetros a mais na cintura, cabelos faltando ou muitos já brancos. Ter auto-estima é ter autoconfiança, é ser feliz, ter auto-respeito, ser segura, ser humilde, franca e transparente. É gostar do mundo. E de si...”


por Flávia Carvalho

terça-feira, novembro 06, 2007

LOUCURA É SER NORMAL!

Durante a vida criamos tantas máscaras e tantos códigos que nos afastam de nosso verdadeiro EU-pessoal. Mas por quê? Esta era uma pergunta constante em meus questionamentos, porém, sempre sem resposta. Isso porque eu buscava a resposta nos outros e ela não poderia vir de ninguém mais, senão de mim mesma. Ou seja, caímos no auto-conhecimento, declarado por Sócrates, 4000 anos atrás, "Conheça-te a ti mesmo", primeiro preceito psicológico que, ainda hoje, muitos não seguem. Infelizmente existem muitas pessoas que não acreditam em terapia, em psicologia, em psicanálise ou qualquer tipo de ajuda profissional. E ainda somos obrigados a ouvir que de nada serve tratamento algum. É, realmente devo concordar que de nada vai servir nenhum tratamento quando a pessoa não quer se tratar, não quer crescer, não quer amadurecer. Outros ainda acham que terapia é coisa para loucos. Ora, quem será neste mundo que não tem um pouco de loucura? O mais louco de todos pra mim é aquele que se diz “normal”.

Sei que vivemos num mundo voltado para o externo, para o material, para a modernidade. Hoje, com todo esse avanço tecnológico e todo automatismo que a vida nos impõe, realmente é difícil parar para pensar em nós mesmos. E muitas vezes nos falta “tempo”, ou pelo menos esta é a nossa desculpa. Mas eu acredito no auto-conhecimento, acredito na busca constante de minhas ilusões, do meu EU verdadeiro, das minhas fantasias e das minhas realidades. E definitivamente a terapia me ajudou muito a “decifrar” certos códigos criados por mim, ao longo do tempo, e entender o porquê de tê-los criado. É fácil culpar quem está de “fora”. Difícil é querer realmente enfrentar nossa interioridade profunda, assumir e aceitar que a mudança não depende do outro, mas, sim, única e exclusivamente de nós mesmos. Eu costumo dizer que a minha terapeuta foi uma amiga de silêncios consentidos e a guia de uma intrépida “viagem” rumo ao desconhecido. Eu aprendi que aquelas respostas tão procuradas ao longe, sempre estiveram muito próximas: dentro de mim!

“(...)porque é por esta estrada iluminada do auto-conhecimento que o homem vai poder confrontar seus valores sempre questionáveis, expandindo sua consciência gradativamente, explorando seu interior escuro; pois é nas cavernas de sua ignorância que vai encontrar a luz de seu inconsciente, parte de si ignorada e que, deixando de ser, descobre quem é, e por esse caminho deixa de ser escravo e de escravizar, não se submetendo mais à manipulação social ou não mais à pratica(....)” AGENOR F. VETTORE, psicólogo


por Flávia Carvalho

sexta-feira, outubro 26, 2007

DE VOLTA PRA CASA!

Meus queridos e amigos leitores,

Em primeiro lugar quero pedir desculpas por ter ficado tanto tempo afastada da minha “casa”, ou melhor, da nossa CASA. Mas como já até escrevi certa vez, A VIDA PEDE PAUSAS... E esse foi um momento de pausa em minha vida. Pausa para muitas reflexões, muitas descobertas, muitas mudanças. Enfim, pausa para pensar e repensar a minha vida. O resultado disso: Uma mudança muito radical! Com o tempo vocês irão saber. E como tudo que é radical assusta.... assustei! E muito. Mas resolvi arriscar. E como todo bom filho à casa retorna, aqui estou eu! De volta e aos poucos tentando colocar a casa em ordem. Um grande beijo,

Flavinha