Durante a vida criamos tantas máscaras e tantos códigos que nos afastam de nosso verdadeiro EU-pessoal. Mas por quê? Esta era uma pergunta constante em meus questionamentos, porém, sempre sem resposta. Isso porque eu buscava a resposta nos outros e ela não poderia vir de ninguém mais, senão de mim mesma. Ou seja, caímos no auto-conhecimento, declarado por Sócrates, 4000 anos atrás, "Conheça-te a ti mesmo", primeiro preceito psicológico que, ainda hoje, muitos não seguem. Infelizmente existem muitas pessoas que não acreditam em terapia, em psicologia, em psicanálise ou qualquer tipo de ajuda profissional. E ainda somos obrigados a ouvir que de nada serve tratamento algum. É, realmente devo concordar que de nada vai servir nenhum tratamento quando a pessoa não quer se tratar, não quer crescer, não quer amadurecer. Outros ainda acham que terapia é coisa para loucos. Ora, quem será neste mundo que não tem um pouco de loucura? O mais louco de todos pra mim é aquele que se diz “normal”.
Sei que vivemos num mundo voltado para o externo, para o material, para a modernidade. Hoje, com todo esse avanço tecnológico e todo automatismo que a vida nos impõe, realmente é difícil parar para pensar em nós mesmos. E muitas vezes nos falta “tempo”, ou pelo menos esta é a nossa desculpa. Mas eu acredito no auto-conhecimento, acredito na busca constante de minhas ilusões, do meu EU verdadeiro, das minhas fantasias e das minhas realidades. E definitivamente a terapia me ajudou muito a “decifrar” certos códigos criados por mim, ao longo do tempo, e entender o porquê de tê-los criado. É fácil culpar quem está de “fora”. Difícil é querer realmente enfrentar nossa interioridade profunda, assumir e aceitar que a mudança não depende do outro, mas, sim, única e exclusivamente de nós mesmos. Eu costumo dizer que a minha terapeuta foi uma amiga de silêncios consentidos e a guia de uma intrépida “viagem” rumo ao desconhecido. Eu aprendi que aquelas respostas tão procuradas ao longe, sempre estiveram muito próximas: dentro de mim!
“(...)porque é por esta estrada iluminada do auto-conhecimento que o homem vai poder confrontar seus valores sempre questionáveis, expandindo sua consciência gradativamente, explorando seu interior escuro; pois é nas cavernas de sua ignorância que vai encontrar a luz de seu inconsciente, parte de si ignorada e que, deixando de ser, descobre quem é, e por esse caminho deixa de ser escravo e de escravizar, não se submetendo mais à manipulação social ou não mais à pratica(....)” AGENOR F. VETTORE, psicólogo
por Flávia Carvalho
terça-feira, novembro 06, 2007
sexta-feira, outubro 26, 2007
DE VOLTA PRA CASA!
Meus queridos e amigos leitores,
Em primeiro lugar quero pedir desculpas por ter ficado tanto tempo afastada da minha “casa”, ou melhor, da nossa CASA. Mas como já até escrevi certa vez, A VIDA PEDE PAUSAS... E esse foi um momento de pausa em minha vida. Pausa para muitas reflexões, muitas descobertas, muitas mudanças. Enfim, pausa para pensar e repensar a minha vida. O resultado disso: Uma mudança muito radical! Com o tempo vocês irão saber. E como tudo que é radical assusta.... assustei! E muito. Mas resolvi arriscar. E como todo bom filho à casa retorna, aqui estou eu! De volta e aos poucos tentando colocar a casa em ordem. Um grande beijo,
Flavinha
Em primeiro lugar quero pedir desculpas por ter ficado tanto tempo afastada da minha “casa”, ou melhor, da nossa CASA. Mas como já até escrevi certa vez, A VIDA PEDE PAUSAS... E esse foi um momento de pausa em minha vida. Pausa para muitas reflexões, muitas descobertas, muitas mudanças. Enfim, pausa para pensar e repensar a minha vida. O resultado disso: Uma mudança muito radical! Com o tempo vocês irão saber. E como tudo que é radical assusta.... assustei! E muito. Mas resolvi arriscar. E como todo bom filho à casa retorna, aqui estou eu! De volta e aos poucos tentando colocar a casa em ordem. Um grande beijo,
Flavinha
quinta-feira, agosto 23, 2007
LOUCURA DISFARÇADA DE SANIDADE
“(...)Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca...”
Ontem li um texto da Martha Medeiros que definiu o amor como uma loucura disfarçada de sanidade. Uma loucura registrada em cartório, mas que, mesmo permitida e oficializada, amedronta a todos. Achei a definição interessante e parei para analisá-la. Por que será que temos tanto medo de amar? E da paixão, será que fugimos também? A minha impressão é de que o amor assusta sim. Mais até do que a paixão. Talvez seja porque é mais fácil se apaixonar do que amar de verdade. E isso pode acontecer porque o amor é mais exigente do que a paixão. Esta é efêmera, não está interessada no amanhã, no futuro... Já o amor não. Este vislumbra a eternidade, a construção de duas vidas a partir de um chamado do coração. E realmente isso dá medo. Eu até arriscaria dizer que a paixão não escolhe, mas o amor sim.
Amar é investir numa relação de olhos abertos, sabendo o que se quer e como se quer, quais são os sonhos e interesses em comum; é respeitar as divergências; é ceder, fazendo de tudo para que a relação cresça e se fortaleça cada vez mais. Paixão é um investimento de risco, geralmente vivida de olhos fechados, por isso tão efêmera. Então por que dizer que o amor é uma loucura? Aqui entra o paradoxo. Ao contrário da paixão, que se agarra ao presente, só mesmo uma ‘loucura sã’ nos faz querer planejar o futuro. Só em ‘insana’ consciência para querermos mudar radicalmente de vida, dividirmos o mesmo teto, os problemas, as famílias, criar filhos e, ainda assim, continuarmos completamente ‘bobos’ por esse alguém. É mágico, é lindo, é sensacional. A paixão é um casamento de corpos, enquanto o amor... O amor é um casamento de almas!
“E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... Também...”
por Flávia Carvalho
Ontem li um texto da Martha Medeiros que definiu o amor como uma loucura disfarçada de sanidade. Uma loucura registrada em cartório, mas que, mesmo permitida e oficializada, amedronta a todos. Achei a definição interessante e parei para analisá-la. Por que será que temos tanto medo de amar? E da paixão, será que fugimos também? A minha impressão é de que o amor assusta sim. Mais até do que a paixão. Talvez seja porque é mais fácil se apaixonar do que amar de verdade. E isso pode acontecer porque o amor é mais exigente do que a paixão. Esta é efêmera, não está interessada no amanhã, no futuro... Já o amor não. Este vislumbra a eternidade, a construção de duas vidas a partir de um chamado do coração. E realmente isso dá medo. Eu até arriscaria dizer que a paixão não escolhe, mas o amor sim.
Amar é investir numa relação de olhos abertos, sabendo o que se quer e como se quer, quais são os sonhos e interesses em comum; é respeitar as divergências; é ceder, fazendo de tudo para que a relação cresça e se fortaleça cada vez mais. Paixão é um investimento de risco, geralmente vivida de olhos fechados, por isso tão efêmera. Então por que dizer que o amor é uma loucura? Aqui entra o paradoxo. Ao contrário da paixão, que se agarra ao presente, só mesmo uma ‘loucura sã’ nos faz querer planejar o futuro. Só em ‘insana’ consciência para querermos mudar radicalmente de vida, dividirmos o mesmo teto, os problemas, as famílias, criar filhos e, ainda assim, continuarmos completamente ‘bobos’ por esse alguém. É mágico, é lindo, é sensacional. A paixão é um casamento de corpos, enquanto o amor... O amor é um casamento de almas!
“E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... Também...”
por Flávia Carvalho
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