terça-feira, novembro 06, 2007

LOUCURA É SER NORMAL!

Durante a vida criamos tantas máscaras e tantos códigos que nos afastam de nosso verdadeiro EU-pessoal. Mas por quê? Esta era uma pergunta constante em meus questionamentos, porém, sempre sem resposta. Isso porque eu buscava a resposta nos outros e ela não poderia vir de ninguém mais, senão de mim mesma. Ou seja, caímos no auto-conhecimento, declarado por Sócrates, 4000 anos atrás, "Conheça-te a ti mesmo", primeiro preceito psicológico que, ainda hoje, muitos não seguem. Infelizmente existem muitas pessoas que não acreditam em terapia, em psicologia, em psicanálise ou qualquer tipo de ajuda profissional. E ainda somos obrigados a ouvir que de nada serve tratamento algum. É, realmente devo concordar que de nada vai servir nenhum tratamento quando a pessoa não quer se tratar, não quer crescer, não quer amadurecer. Outros ainda acham que terapia é coisa para loucos. Ora, quem será neste mundo que não tem um pouco de loucura? O mais louco de todos pra mim é aquele que se diz “normal”.

Sei que vivemos num mundo voltado para o externo, para o material, para a modernidade. Hoje, com todo esse avanço tecnológico e todo automatismo que a vida nos impõe, realmente é difícil parar para pensar em nós mesmos. E muitas vezes nos falta “tempo”, ou pelo menos esta é a nossa desculpa. Mas eu acredito no auto-conhecimento, acredito na busca constante de minhas ilusões, do meu EU verdadeiro, das minhas fantasias e das minhas realidades. E definitivamente a terapia me ajudou muito a “decifrar” certos códigos criados por mim, ao longo do tempo, e entender o porquê de tê-los criado. É fácil culpar quem está de “fora”. Difícil é querer realmente enfrentar nossa interioridade profunda, assumir e aceitar que a mudança não depende do outro, mas, sim, única e exclusivamente de nós mesmos. Eu costumo dizer que a minha terapeuta foi uma amiga de silêncios consentidos e a guia de uma intrépida “viagem” rumo ao desconhecido. Eu aprendi que aquelas respostas tão procuradas ao longe, sempre estiveram muito próximas: dentro de mim!

“(...)porque é por esta estrada iluminada do auto-conhecimento que o homem vai poder confrontar seus valores sempre questionáveis, expandindo sua consciência gradativamente, explorando seu interior escuro; pois é nas cavernas de sua ignorância que vai encontrar a luz de seu inconsciente, parte de si ignorada e que, deixando de ser, descobre quem é, e por esse caminho deixa de ser escravo e de escravizar, não se submetendo mais à manipulação social ou não mais à pratica(....)” AGENOR F. VETTORE, psicólogo


por Flávia Carvalho

sexta-feira, outubro 26, 2007

DE VOLTA PRA CASA!

Meus queridos e amigos leitores,

Em primeiro lugar quero pedir desculpas por ter ficado tanto tempo afastada da minha “casa”, ou melhor, da nossa CASA. Mas como já até escrevi certa vez, A VIDA PEDE PAUSAS... E esse foi um momento de pausa em minha vida. Pausa para muitas reflexões, muitas descobertas, muitas mudanças. Enfim, pausa para pensar e repensar a minha vida. O resultado disso: Uma mudança muito radical! Com o tempo vocês irão saber. E como tudo que é radical assusta.... assustei! E muito. Mas resolvi arriscar. E como todo bom filho à casa retorna, aqui estou eu! De volta e aos poucos tentando colocar a casa em ordem. Um grande beijo,

Flavinha

quinta-feira, agosto 23, 2007

LOUCURA DISFARÇADA DE SANIDADE

“(...)Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca...”

Ontem li um texto da Martha Medeiros que definiu o amor como uma loucura disfarçada de sanidade. Uma loucura registrada em cartório, mas que, mesmo permitida e oficializada, amedronta a todos. Achei a definição interessante e parei para analisá-la. Por que será que temos tanto medo de amar? E da paixão, será que fugimos também? A minha impressão é de que o amor assusta sim. Mais até do que a paixão. Talvez seja porque é mais fácil se apaixonar do que amar de verdade. E isso pode acontecer porque o amor é mais exigente do que a paixão. Esta é efêmera, não está interessada no amanhã, no futuro... Já o amor não. Este vislumbra a eternidade, a construção de duas vidas a partir de um chamado do coração. E realmente isso dá medo. Eu até arriscaria dizer que a paixão não escolhe, mas o amor sim.
Amar é investir numa relação de olhos abertos, sabendo o que se quer e como se quer, quais são os sonhos e interesses em comum; é respeitar as divergências; é ceder, fazendo de tudo para que a relação cresça e se fortaleça cada vez mais. Paixão é um investimento de risco, geralmente vivida de olhos fechados, por isso tão efêmera. Então por que dizer que o amor é uma loucura? Aqui entra o paradoxo. Ao contrário da paixão, que se agarra ao presente, só mesmo uma ‘loucura sã’ nos faz querer planejar o futuro. Só em ‘insana’ consciência para querermos mudar radicalmente de vida, dividirmos o mesmo teto, os problemas, as famílias, criar filhos e, ainda assim, continuarmos completamente ‘bobos’ por esse alguém. É mágico, é lindo, é sensacional. A paixão é um casamento de corpos, enquanto o amor... O amor é um casamento de almas!

“E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... Também...”

por Flávia Carvalho