Meus queridos e amigos leitores,
Em primeiro lugar quero pedir desculpas por ter ficado tanto tempo afastada da minha “casa”, ou melhor, da nossa CASA. Mas como já até escrevi certa vez, A VIDA PEDE PAUSAS... E esse foi um momento de pausa em minha vida. Pausa para muitas reflexões, muitas descobertas, muitas mudanças. Enfim, pausa para pensar e repensar a minha vida. O resultado disso: Uma mudança muito radical! Com o tempo vocês irão saber. E como tudo que é radical assusta.... assustei! E muito. Mas resolvi arriscar. E como todo bom filho à casa retorna, aqui estou eu! De volta e aos poucos tentando colocar a casa em ordem. Um grande beijo,
Flavinha
sexta-feira, outubro 26, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
LOUCURA DISFARÇADA DE SANIDADE
“(...)Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca...”
Ontem li um texto da Martha Medeiros que definiu o amor como uma loucura disfarçada de sanidade. Uma loucura registrada em cartório, mas que, mesmo permitida e oficializada, amedronta a todos. Achei a definição interessante e parei para analisá-la. Por que será que temos tanto medo de amar? E da paixão, será que fugimos também? A minha impressão é de que o amor assusta sim. Mais até do que a paixão. Talvez seja porque é mais fácil se apaixonar do que amar de verdade. E isso pode acontecer porque o amor é mais exigente do que a paixão. Esta é efêmera, não está interessada no amanhã, no futuro... Já o amor não. Este vislumbra a eternidade, a construção de duas vidas a partir de um chamado do coração. E realmente isso dá medo. Eu até arriscaria dizer que a paixão não escolhe, mas o amor sim.
Amar é investir numa relação de olhos abertos, sabendo o que se quer e como se quer, quais são os sonhos e interesses em comum; é respeitar as divergências; é ceder, fazendo de tudo para que a relação cresça e se fortaleça cada vez mais. Paixão é um investimento de risco, geralmente vivida de olhos fechados, por isso tão efêmera. Então por que dizer que o amor é uma loucura? Aqui entra o paradoxo. Ao contrário da paixão, que se agarra ao presente, só mesmo uma ‘loucura sã’ nos faz querer planejar o futuro. Só em ‘insana’ consciência para querermos mudar radicalmente de vida, dividirmos o mesmo teto, os problemas, as famílias, criar filhos e, ainda assim, continuarmos completamente ‘bobos’ por esse alguém. É mágico, é lindo, é sensacional. A paixão é um casamento de corpos, enquanto o amor... O amor é um casamento de almas!
“E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... Também...”
por Flávia Carvalho
Ontem li um texto da Martha Medeiros que definiu o amor como uma loucura disfarçada de sanidade. Uma loucura registrada em cartório, mas que, mesmo permitida e oficializada, amedronta a todos. Achei a definição interessante e parei para analisá-la. Por que será que temos tanto medo de amar? E da paixão, será que fugimos também? A minha impressão é de que o amor assusta sim. Mais até do que a paixão. Talvez seja porque é mais fácil se apaixonar do que amar de verdade. E isso pode acontecer porque o amor é mais exigente do que a paixão. Esta é efêmera, não está interessada no amanhã, no futuro... Já o amor não. Este vislumbra a eternidade, a construção de duas vidas a partir de um chamado do coração. E realmente isso dá medo. Eu até arriscaria dizer que a paixão não escolhe, mas o amor sim.
Amar é investir numa relação de olhos abertos, sabendo o que se quer e como se quer, quais são os sonhos e interesses em comum; é respeitar as divergências; é ceder, fazendo de tudo para que a relação cresça e se fortaleça cada vez mais. Paixão é um investimento de risco, geralmente vivida de olhos fechados, por isso tão efêmera. Então por que dizer que o amor é uma loucura? Aqui entra o paradoxo. Ao contrário da paixão, que se agarra ao presente, só mesmo uma ‘loucura sã’ nos faz querer planejar o futuro. Só em ‘insana’ consciência para querermos mudar radicalmente de vida, dividirmos o mesmo teto, os problemas, as famílias, criar filhos e, ainda assim, continuarmos completamente ‘bobos’ por esse alguém. É mágico, é lindo, é sensacional. A paixão é um casamento de corpos, enquanto o amor... O amor é um casamento de almas!
“E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... Também...”
por Flávia Carvalho
terça-feira, julho 17, 2007
QUAL O SENTIDO DA VIDA?
"Estamos sempre nos preparando para viver e não vivemos." (RALPH WALDO EMERSON)
Uns acreditam que estamos aqui de passagem, outros acham que nada existe além deste mundo; alguns costumam dizer que o amor é o que dá sentido à vida, outros crêem em um Deus que deve ser seguido como forma de se alcançar a eternidade. Parece que a vida sempre tem um sentido. Mas faça essa pergunta para alguém que está preso a uma cama, doente, sem perspectivas de cura. Qual será o sentido da vida para ele? Há alguns dias, assisti a um filme que abordava fortemente essa questão. Todos têm, ou acreditam ter, uma opinião formada sobre a vida, sobre a morte, sobre o universo. A minha impressão é de que as pessoas querem sempre ir mais além. Não que eu ache isso uma atitude errada, afinal de contas, todo ser humano, num determinado momento da vida, vai se fazer as inquietantes perguntas: De onde viemos? Para onde vamos? Qual nosso papel neste mundo?
Questionar, buscar alternativas, conhecer vários caminhos. Tudo isso é valido! Apenas discordo quando esta se torna a grande “razão” de viver, ou quando se deixa de viver em razão de tais questionamentos. Existem muitas pessoas que se preocupam tanto em descobrir o que foram, de onde vieram ou para onde irão, que acabam se esquecendo do principal: o “aqui” e o “agora”. No filme, essa pergunta foi feita a grandes personalidades, verdadeiros ícones como Deepak Chopra, Mantak Chia, Thich Nhat Hahn, Riane Eislerda, entre outros. O interessante é que a primeira atitude, diante de tal questionamento, foi o silêncio. Será que realmente alguém sabe qual o sentido da vida? Definitivamente, eu penso que essa é uma pergunta sem resposta. Na nossa sociedade ‘humanística’, as pessoas vivem atrás de propósitos, razões, achando que neles encontrarão as respostas. Eu acredito que o sentido é algo que nós, ‘simples’ e ‘complicados’ humanos, devemos dar à vida. E ao invés de questionarmos os porquês, ou se a eternidade existe de fato, deveríamos realmente viver o aqui e o agora, fazendo deste AGORA, um momento eterno... enquanto ele durar!
"A vida não acontece para nós, ela acontece a partir de nós."(Mike Wickett)
Uns acreditam que estamos aqui de passagem, outros acham que nada existe além deste mundo; alguns costumam dizer que o amor é o que dá sentido à vida, outros crêem em um Deus que deve ser seguido como forma de se alcançar a eternidade. Parece que a vida sempre tem um sentido. Mas faça essa pergunta para alguém que está preso a uma cama, doente, sem perspectivas de cura. Qual será o sentido da vida para ele? Há alguns dias, assisti a um filme que abordava fortemente essa questão. Todos têm, ou acreditam ter, uma opinião formada sobre a vida, sobre a morte, sobre o universo. A minha impressão é de que as pessoas querem sempre ir mais além. Não que eu ache isso uma atitude errada, afinal de contas, todo ser humano, num determinado momento da vida, vai se fazer as inquietantes perguntas: De onde viemos? Para onde vamos? Qual nosso papel neste mundo?
Questionar, buscar alternativas, conhecer vários caminhos. Tudo isso é valido! Apenas discordo quando esta se torna a grande “razão” de viver, ou quando se deixa de viver em razão de tais questionamentos. Existem muitas pessoas que se preocupam tanto em descobrir o que foram, de onde vieram ou para onde irão, que acabam se esquecendo do principal: o “aqui” e o “agora”. No filme, essa pergunta foi feita a grandes personalidades, verdadeiros ícones como Deepak Chopra, Mantak Chia, Thich Nhat Hahn, Riane Eislerda, entre outros. O interessante é que a primeira atitude, diante de tal questionamento, foi o silêncio. Será que realmente alguém sabe qual o sentido da vida? Definitivamente, eu penso que essa é uma pergunta sem resposta. Na nossa sociedade ‘humanística’, as pessoas vivem atrás de propósitos, razões, achando que neles encontrarão as respostas. Eu acredito que o sentido é algo que nós, ‘simples’ e ‘complicados’ humanos, devemos dar à vida. E ao invés de questionarmos os porquês, ou se a eternidade existe de fato, deveríamos realmente viver o aqui e o agora, fazendo deste AGORA, um momento eterno... enquanto ele durar!
"A vida não acontece para nós, ela acontece a partir de nós."(Mike Wickett)
por Flávia Carvalho
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